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terça-feira, 4 de julho de 2017

Ministério do Planejamento quer extinção da Infraero até 2018

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O governo federal deve definir nesta semana a reestruturação da Infraero, estatal responsável pelos aeroportos do país. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a informação foi confirmada pelo Secretário de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, que acrescentou que o único consenso, até o momento, é a venda da participação da Infraero nos cinco aeroportos privatizados Galeão (RJ), Confins (MG), Brasília (DF), Natal (RN) e Viracopos (SP). Participantes das discussões sobre o assunto afirmam que a área econômica quer a privatização dos 56 aeroportos da estatal até 2018. A venda seria feita em blocos que combinarão os terminais lucrativos com os que são menores e deficitários. Com isso, o órgão será extinto. Para viabilizar o processo, a ideia do Ministério do Planejamento é obrigar as futuras compradoras a absorver a maior parte dos funcionários da Infraero, de forma a reforçar o caixa – com a queda da arrecadação, o cumprimento da meta do déficit de R$ 139 bilhões neste ano pode ser afetado. "O segundo semestre de 2018 é um período eleitoral, temos apenas um ano para trabalhar", apontou Rais Lopes. O secretário aponta que o Ministério dos Transportes defende, por sua vez, o enxugamento da estatal, que continuaria na gestão do sistema aéreo, mas com uma rede menor. "Depois da venda da participação da Infraero nos aeroportos privatizados, nosso plano é preparar uma nova rodada de concessões, sem a estatal".
A Secretaria quer fazer a concessão de dois lotes de aeroportos imediatamente (sem Congonhas ou Santos Dumont), além da transferência da outorga de Ilhéus e de São José dos Campos para o Estado e o município paulista, respectivamente, para que os entes realizem o processo de concessão.

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