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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Topique capota, e criança morre na BR

Além da criança, outros 11 passageiros estavam na topique e seguiam para um seminário em Fortaleza. Duas ficaram gravemente feridas ( FOTO: ALEX PIMENTEL )

Quixadá. Um acidente de transito registrado no inicio da tarde de ontem, na BR-122, na localidade de Juatama, neste Município, no Sertão Central do Estado, causou a morte de uma criança de dois anos, identificada como Artur Ribeiro Barreto. O menino acompanhava a mãe em uma viagem de Juazeiro do Norte a Fortaleza, integrando um grupo de religiosos. A vítima estava em uma topique. Conforme informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o pneu traseiro do lado do motorista estourou e o veículo capotou. Uma das missionárias Carmelitas da Comunidade Maria Mãe da Vida, Marizete Sousa de Araújo, conduzia o veículo. A topique transportava outros 11 passageiros, que seguiam para um seminário em Fortaleza. Além da morte da criança, outras duas passageiras sofreram ferimentos graves e foram socorridas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Quixadá. Entre elas está a mãe da criança morta, que sofreu uma pancada na cabeça. Apesar da gravidade, elas não correm risco de morte. O socorro foi prestado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Hospital Municipal Eudásio Barroso. A motorista, que sofreu apenas escoriações, permaneceu no local prestando socorro às vítimas. Equipes da PRE, da Polícia Civil de Quixadá, do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), do Corpo de Bombeiros de Quixeramobim e socorristas estiveram no local.
O Núcleo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) de Quixeramobim recolheu o corpo da criança para necropsia. A Polícia Civil conduziu a motorista à Delegacia Regional de Quixadá para prestar depoimento sobre o acidente e, depois, ela foi liberada.


Tragédia histórica

O acidente com a topique de Juazeiro do Norte ocorreu a pouco mais de 2 km de distância do local onde foi registrada a maior tragédia rodoviária do Município de Quixadá, quando, no dia 20 de janeiro de 2003, na então CE-368, morreram 21 pessoas em uma colisão frontal entre duas topiques. Um dos veículos estava superlotado e o outro continha apenas o motorista.

A tragédia ganhou repercussão nacional e levou os órgãos de trânsito a adotarem fiscalização mais rígida a esse tipo de transporte, que, na época, era considerado clandestino.



 por Alex Pimentel - Colaborador
Diario do Nordeste

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