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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

PFs querem eleger 'bancada da Lava Jato' no Congresso; Hipster da Federal pode concorrer

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Diante da popularidade da Operação Lava Jato, policiais federais e entidades sindicais têm apoiado candidaturas de agentes nas eleições deste ano. Há 22 pré-candidatos do setor espalhados em 17 Estados e no Distrito Federal, segundo levantamento do jornal O Globo. De acordo com a publicação, essas articulações são consequência da última eleição, quando o número de PFs eleitos saltou de sete para 24. Assim, parte dos nomes apoiados pelo setor já está na política, como os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e Aluísio Mendes (Podemos-MA). Entre os policiais cotados para pleitear uma vaga na Câmara está Lucas Valença, famoso como o "hipster da federal" que atuou na prisão do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele conta que a ideia de entrar na política surgiu um dia após essa prisão por sugestão de um amigo. A fama se deu por conta do seu visual – Valença usava barba grande e coque (lembre aqui). Mas embora ainda não tenha decidido se vai se candidatar ou não, o policial afirmou que não vê problemas em usar o apoio popular da operação para angariar votos. "Veria isso como algo negativo se fosse feito por pessoas desonestas. Não vejo como pode ser ruim aproveitar a oportunidade da Lava Jato para colocar pessoas de bem lá [no Congresso]", defendeu. De acordo com a matéria, a principal dúvida de Valença, que se filiou ao Novo, é quanto ao apelido que vai utilizar em campanha.
Caso concorra, ele disse que deve escolher ser chamado de "Lenhador da Federal". Segundo o jornal, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio de Araújo Boudens, revelou que 10 partidos já o procuraram para oferecer filiação em massa. "A maioria dos candidatos deve ir para siglas como Podemos, PSL, Rede e Patriotas.
Os partidos que mais se aproximaram foram justamente esses que têm quase nenhum envolvimento [em casos de corrupção]", afirmou. No entanto, parte desses candidatos deve concorrer por partidos implicados na operação, como o PSDB, PR, PTB e PSD, que já possuem PFs filiados. Vereador mais votado de Campo Grande e pré-candidato a deputado estadual, o policial André Salineiro (PSDB-MS) minimiza a situação. "Realmente nós [policiais federais] temos candidatos em siglas que estão envolvidas em escândalos. Eu defendo que o eleitor acredite em pessoas, e não nos partidos, porque eu não acredito neles", declarou à publicação.

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