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sexta-feira, 23 de março de 2018

Fábrica clandestina de armas é fechada


O armeiro tinha materiais para fazer espingardas e até metralhadoras. Cada arma era vendida por R$ 300

Uma fábrica de armas de fogo artesanais que abastecia facções criminosas atuantes em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) foi fechada pela Polícia, na noite da última quarta-feira (21). O estabelecimento clandestino funcionava no Distrito de Itapebussu. O armeiro, um idoso de 70 anos, foi preso em flagrante.

Segundo um policial civil, que não quis se identificar, muitas armas artesanais estavam sendo apreendidas nos últimos meses no Município. Os produtos chamaram atenção dos investigadores, porque tinham características semelhantes e apontava para um único fabricante.

A investigação da Delegacia Metropolitana de Maranguape indicou que as armas estariam sendo produzidas em um bar, localizado na Rua Capitão José Marques, em Itapebussu. A Força Tática de Apoio (FTA) da PM foi acionada e fechou o local.

Antônio Luís Teles, 70, foi detido em flagrante. Ele estava na posse de máquinas usadas na produção das armas; uma espingarda calibre 12, preparada para ser utilizada; e vasto material para a produção de mais armas (algumas em estado avançado), segundo um oficial da PM, que não quis se identificar.

Conforme as fontes ouvidas pela reportagem, o armeiro tinha materiais para produzir espingardas, calibre 24 e 36, e até metralhadoras artesanais. O suspeito revelou à Polícia, que vendia cada arma por R$ 300. Apesar do baixo custo, o poder de fogo era alto. "É uma arma muito bem-feita. Tem poder de fogo tão grande quanto as industrializadas", revelou o investigador

O policial civil pontuou que o idoso já havia sido preso, no ano passado, por também produzir armas de fogo artesanais e ilegais, no Município de Palmácia.


Diario do Nordeste

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