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quinta-feira, 15 de março de 2018

Mortes no trânsito da Capital têm queda pelo 3º ano seguido

Taxa de mortalidade de 2017 ficou em 9,7 mortes para 100 mil habitantes, redução de 35% em relação a 2010


Embora ainda com estatísticas elevadas e preocupantes, a Capital teve um alento no número de vidas perdidas no trânsito pelo terceiro ano consecutivo. Conforme balanço divulgado ontem pela Prefeitura de Fortaleza, a cidade contabilizou 256 mortes em 2017, total 9% inferior que o ano anterior e o menor índice registrado desde 2002, quando a pasta passou a ter acesso aos dados de forma sistemática.

A taxa de mortalidade também vem caindo desde 2014, segundo o levantamento, chegando a 9,7 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes no ano passado, o que representa uma redução de 35% em relação a 2010, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu a década de ação para segurança no trânsito.

A maior redução entre as mortes, de 48%, aconteceu entre os ocupantes de veículos de quatro ou mais rodas, caindo de 25 para 13 casos, segundo dados da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). Os motociclistas e passageiros de motocicletas continuam sendo os mais vulneráveis, totalizando 128 mortes, o equivalente a 50% do total.


Em segundo lugar entre os que mais morrem no trânsito da Capital, os pedestres representaram 37,5% das vítimas, com 96 mortes em 2017, seguido dos ciclistas, com 19 óbitos (7,4%) e os ocupantes de automóveis, com 14 mortes (5%). O perfil a liderar as estatísticas de morte é o de motociclista, homem, na faixa etária entre 30 e 59 anos, seguido de pedestre, homem, acima dos 60 anos.


Avanço

Para o prefeito Roberto Cláudio, a redução alcançada nos últimos três anos partiu do entendimento, ainda em 2014, de que a violência no trânsito se trata de um problema de saúde pública, porém com ocorrências que podem ser evitadas diante de um planejamento adequado.

"Tínhamos um número expressivo de mortes e de acidentes com sequelas temporárias e definitivas, causados por circunstâncias que poderiam ter sido prevenidas caso algumas medidas pudessem ter sido implantadas. A partir de 2015, quando criamos um plano específico para a segurança viária, que passou a sinalizar e proibir estacionamentos em esquinas, construir faixas de pedestre, criar áreas de trânsito calmo, reduzir velocidade em corredores com maior risco de morte e mudar a engenharia de trânsito em pontos críticos, foi quando passamos a ter uma queda expressiva", destacou Roberto Claudio.

Ações

As ações de segurança viária previstas para 2018 contemplam metas em três eixos principais: a mudança no desenho urbano de áreas consideradas críticas, a fiscalização e a comunicação. Mais três áreas de trânsito calmo devem ser implantadas em locais adensados e de muita frequência de veículos. A Praia de Iracema receberá a iniciativa neste primeiro semestre, segundo informou Roberto Cláudio. O Centro, Vila Velha, Conjunto Ceará, José Walter e o Lago Jacarey passam atualmente por análise para definir onde serão implantadas as outras duas áreas.

Também estão previstas mais 20 vinte faixas elevadas para pedestres, mais 45 km de ciclovias ou ciclofaixas e a expansão do programa de esquinas seguras para 180 locais e ações de segurança viária para a Av. Osório de Paiva, a exemplo do que já vem sendo realizado na Av. Leste Oeste, via que teve sua velocidade máxima reduzida, recebeu novas faixas de pedestres, binários perpendiculares e redesenho do trânsito em alguns locais.

"A Osório de Paiva é a segunda via com maior incidência de acidentes com pedestres. É muito adensada no seu entorno, onde as pessoas costumam acelerar mais um pouco, com falta de travessias de pedestres adequadas e com permissão de contorno de riscos", disse o prefeito.

No eixo da fiscalização, a meta é realizar 60 mil testes de bafômetro durante este ano e na comunicação o lançamento de duas campanhas educativas, sendo uma realizada em julho tendo como foco a alcoolemia, e a outra em novembro focando no pedestre. Para dar suporte a todas as ações em planejamento, a Prefeitura pretende, ainda, desenvolver um plano de segurança viária aliado com as diretrizes do Fortaleza 2040 e com foco especial nos motociclistas.

 por Renato Bezerra - Repórter

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