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quarta-feira, 21 de março de 2018

Temer admite pela primeira vez disputar reeleição

Estratégia do Planalto é incentivar pulverização de candidaturas para enfraquecer as apostas em Geraldo Alckmin



Alvo de denúncias e investigação, o chefe do Executivo do País terá de driblar, em eventual corrida eleitoral, o desgaste político decorrente de delatores ( Foto: AFP )

Brasília. O presidente Michel Temer (PMDB-SP) admitiu pela 1ª vez publicamente, ontem, a possibilidade de disputar a reeleição em outubro. Na saída de um almoço no Palácio Itamaraty com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, Temer disse que a hipótese "não é improvável", mas ressaltou que ainda não tomou uma decisão. "Ainda não decidi. Não é improvável, mas ainda não decidi. O tempo dirá (quando devo decidir), é no limite legal", afirmou. Indagado sobre uma eventual candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente sinalizou que irá conversar com ele. "Tudo isso vai ser objeto de conversas, com o Meirelles, inclusive, que é uma grande figura", disse. Temer começou a admitir em conversas reservadas que poderá personificar o papel de candidato do governo em outubro, caso nenhum dos nomes vinculados a seu campo político decole nas pesquisas. Em paralelo, o presidente segue estimulando aliados a também testarem suas chances na disputa. A interlocutores, Temer aponta que estrategicamente é bom que o maior número possível de aliados se coloque na corrida eleitoral, pois a pulverização enfraquece a candidatura do tucano Geraldo Alckmin (leia mais na página 20).
O governador de São Paulo deixou de contar com a simpatia do Planalto desde que se empenhou, nos bastidores, para que a bancada paulista votasse a favor das denúncias contra Temer, no ano passado.


Denúncias

Após entender que Temer pode ser investigado por fatos anteriores ao mandato de presidente, a procuradora-geral da República Raquel Dodge decidiu incluir a delação do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro em um dos inquéritos contra o peemedebista, cujo foco principal é o recebimento de propina paga pela Odebrecht em 2014. Por isso, em documento sigiloso, a PGR pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a inclusão do quinto termo de depoimento de Lúcio Funaro naquele inquérito.

Pré-candidata à Presidência, a ex-ministra Marina Silva (Rede) disse ontem que uma eventual candidatura de Temer seria vista como uma tentativa de ele "se esconder da Justiça". "Basta de termos pessoas que usam a função pública como esconderijo para os erros que cometeram e para se esconder da Justiça".

Diario do Nordeste


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