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terça-feira, 3 de abril de 2018

EM 2019 Vacina contra febre amarela será ampliada


De acordo com a coordenadora de imunização da Sesa, Ana Vilma Leite, o Estado recebeu 84.100 doses da vacina em 2017 ( Foto: Nah Jereissati (14/5/2016) )
Passagens, hospedagem e traslados reservados, roupas novas na mala, dinheiro no bolso. Além dos itens comuns aos preparativos de qualquer viagem, a administradora Silvana Alencar, 35, precisou incorporar, ainda, mais uma preocupação à lista para as férias na Bahia: a vacina contra a febre amarela. No Ceará, que há 17 anos não tem casos confirmados da doença, a imunização é ofertada apenas para quem vai viajar às áreas de risco do País - protocolo que deve mudar a partir de abril de 2019, quando todos os Estados brasileiros terão a aplicação inclusa no calendário comum, sem restrições.

Atualmente, conforme ressalta a coordenadora de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Vanessa Soldateli, cinco unidades de saúde da Capital têm doses disponíveis para quem comprovar viagem para outros estados ou determinados destinos do exterior - os postos de saúde Carlos Ribeiro, no Jacarecanga; Paulo Marcelo, no Centro; e Roberto Bruno, no Aeroporto; além dos centros de saúde do Meireles e de Messejana. Segundo Soldateli, a procura pela imunização tem sido alta, apesar de o Ceará não ser região de risco.



"A procura tem diminuído, mas ainda está bastante grande. Antes do surto, no ano passado, nós recebíamos cerca de 2.500 doses por mês, para vacinar somente os viajantes. Já neste ano, só em janeiro, vacinamos quase 20 mil pessoas, e a média ficou em torno de 5 mil mensais em fevereiro e março, devido aos longos feriados", salienta.

Doses

De acordo com a coordenadora de imunização da Sesa, Ana Vilma Leite, o Estado recebeu 84.100 doses da vacina em 2017, distribuídas entre todos os municípios. Somente neste ano, 65 mil doses já foram enviadas ao Ceará pelo Ministério da Saúde, 15 mil delas apenas em março. Por ser a mais populosa, Fortaleza é a cidade que concentra o maior estoque: no ano passado, 37.600 doses ficaram na Capital; e só nos três primeiros meses de 2018, 36 mil imunizações foram distribuídas nas unidades de saúde da cidade.

"Não está faltando vacina. Perto de um feriado longo como o carnaval, por exemplo, pedimos cota extra", afirma Ana Vilma. Para Vanessa Soldateli, porém, o controle rigoroso das doses é mais do que necessário. "Precisamos tomar essa medida porque grande parte das vacinas está indo para estados em situação mais crítica. E também porque, depois de ter o frasco aberto, a vacina só dura 6 horas", destaca.

A ampliação da vacinação para todo o Brasil, determinada pelo Ministério da Saúde no mês passado, será feita gradualmente, a partir deste ano, seguindo um calendário estabelecido pela Pasta. A inclusão do Ceará entre as áreas de recomendação está prevista apenas para abril do ano que vem, quando mais de 7 milhões de pessoas ainda não vacinadas receberão as doses.

Conforme a Sesa, Estado e Município ainda não foram notificados oficialmente pelo Ministério sobre a mudança. "Mas, uma vez que a vacina contra febre amarela for inclusa no calendário nacional, vamos ofertar igualmente às comuns, em todas as mais de 2 mil salas de vacinas do Ceará".

Atualmente, de acordo com a secretaria estadual, o território cearense registrou apenas dois casos suspeitos de febre amarela, dos quais um foi descartado e o outro permanece em investigação. No País, entre julho de 2017 e 13 de março deste ano, foram contabilizados 920 casos e 300 óbitos pela virose.

por Theyse Viana - Repórter
Diario do Nordeste

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