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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Swissleaks: PF aprofunda investigação contra 660 brasileiros por contas na Suíça

Foto: Reprodução / Contec

A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira etapa do inquérito criminal sobre o Swissleaks, caso do vazamento de contas secretas de milhares de brasileiros na Suíça. Com isso, o órgão decidiu aprofundar a investigação contra 660 brasileiros por suspeita de que eles mantêm contas ou investimentos secretos no HSBC do país. Segundo informações de O Globo, empresários e seus familiares de diversos setores, sendo 101 da construção civil e do setor imobiliário, 100 da indústria, 81 do setor financeiro e 35 do transporte, estão inclusos no grupo. Alguns nomes conhecidos são o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como "Rei do ônibus" e alvo de outras operações da PF, e o sócio da construtora Queiroz Galvão, Carlos de Queiroz Galvão. Treze funcionários do banco no Brasil também são investigados sob suspeita de auxiliarem na abertura das contas secretas e prática de crimes financeiros. No geral, os demais são investigados por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros delitos. O inquérito tramita em sigilo, mas, de acordo com a publicação, a PF identificou que, entre 2006 e 2007, os 9.325 clientes de nacionalidade brasileira possuíam US$ 15,2 bilhões no HSBC Private Bank Genebra. Atualmente, esse montante equivale a R$ 53,4 bilhões. Segundo o jornal, nesta fase da investigação, a PF vai contar com apoio da Receita Federal e do Banco Central para verificar se o dinheiro no exterior foi declarado pelos investigados às autoridades brasileiras. Para isso, os agentes já conseguiram quebra de sigilo bancário e fiscal referente ao período investigado, a fim de descobrir se houve irregularidades. Os casos serão distribuídos de acordo com o domicílio fiscal dos alvos.

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