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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Projeto Ouro Branco > Revitalização do algodão já é realidade em Várzea Alegre

Agricultor trabalha na coleta da fibra. Fotos de

O plantio de algodão em uma área de dois hectares, no sítio Iputi, distrito de Ibicatu, zona rural de Várzea Alegre, serve de modelo e experiência, além de incentivar outros produtores rurais. O cultivo é uma iniciativa dos agricultores Zé Preto e Francisco Diassis Duarte. O prefeito Zé Helder e o secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, Cícero Izidório, acompanhados dos técnicos da secretaria, Estevão Silva e Hugo Fiúza, e de Evilásio José, gerente local da Ematerce, visitaram a área de cultivo do chamado ‘ouro branco’. Segundo Zé Helder, nas visitas ficou comprovado que a revitalização da cultura do algodão é realidade para Várzea Alegre. “Na oportunidade podemos testemunhar a concretização do Projeto Ouro Branco, que tem por finalidade revitalizar a cultura do algodão em Várzea Alegre e na região do Cariri em parceria da Universidade Federal do Cariri – UFCA e com a Embrapa Algodão. De fato, agora não é mais um sonho, já virou realidade”, disse. Em Várzea Alegre, o prefeito Zé Helder autorizou o município a comprar as sementes de algodão e distribuir com os agricultores como incentivo para o aumento da área plantada. Para Cícero Izidório, o algodão irá proporcionar a melhoria de renda do homem do campo.
“Estamos felizes porque além do planejamento e do desejo da gestão, os agricultores também acreditaram no projeto e lançaram as sementes que deram frutos”, disse. Cícero Izidório pontuou que a Prefeitura de Várzea Alegre tem garantido assistência técnica aos agricultores que estão ou que tenham interesse plantar algodão.


Iniciativa e expansão

A área plantada de algodão se expande no município. Essa é uma ideia que nasceu no início de 2017, com o Ouro Branco, projeto do curso de Agronomia da Universidade Federal do Cariri (UFCA), em parceria com a Embrapa e com a Prefeitura Municipal. O Ouro Branco é uma iniciativa do professor Sebastião Cavalcante de Sousa e faz parte do Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável do Cariri que trabalha a revitalização da cotonicultura. O Ouro Branco em Várzea Alegre teve início com dois campos experimentais de algodão, sendo um na propriedade do agricultor Fernando Gil, no distrito de Canindezinho e outro nas terras do agricultor Arimatéia de Oliveira, no sítio Mourão, na Sede Rural. A experiência com a retomada do plantio do algodão tem sido satisfatória para quem já plantou, casos dos agricultores Cícero Alves de Araújo, no sítio Jatobá, José Alves de Oliveira no sítio Exu – Canindezinho, Valdivan Bezerra de Oliveira e Chico de Senhor no sítio Vacaria e José da Silva Leal, no sítio Pau D’arco – Ibicatu. Já foram distribuídas sementes para mais de 40 agricultores com o objetivo de plantar até 120 hectares de campos de algodão no município.

Venda do produto

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Várzea Alegre, Cícero Izidório, o Governo de Várzea Alegre faz a intermediação para a venda do algodão. Os negócios são fechados com a Algodoeira e Agropecuária Rufino LTDA (Usina Rufino), do município de Acopiara.

A usina comprará ao preço de R$ 28,00 a arroba (15 quilos) de algodão e ainda fornecerá aos agricultores os sacos de estopa para embalagem e transporte do produto.

 por Honório Barbosa
Diario do Nordeste

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