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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Tragédia e milagre - Família identifica corpo de mãe que deu à luz e morreu em acidente

Bebê nasceu após acidente na rodovia Régis Bittencourt, em Cajati


A mãe do bebê que nasceu depois de um caminhão tombar na Rodovia Régis Bittencourt, em Cajati, na região do Vale do Ribeira, interior de São Paulo, foi identificada pela família como Ingrid Irene Ribeiro.
O tombamento aconteceu na última quinta-feira (26). Ingrid foi arremessada do caminhão onde estava e morreu depois de ter o abdômen rompido. A ruptura obrigou o bebê a nascer involuntariamente. Até domingo (29), ela não tinha sido identificada porque estava sem documentos. Ingrid era de São José dos Pinhais, na Região de Curitiba e faria 21 anos nesta segunda-feira (30). A irmã, Adriele Ribeiro, confirmou o falecimento dela nas redes sociais. Nesta segunda-feira (30), a irmã disse que os parentes foram até São Paulo para reconhecer e liberar o corpo na tarde de domingo. Agora, a família aguarda uma liberação judicial para levar a criança para o Paraná também.


Irmã de Ingrid confirmou nas redes sociais o falecimento dela - 'Ela faleceu em um acidente de caminhão'


O acidente - O acidente aconteceu nas proximidades do quilômetro 527. As tábuas de madeira transportadas pelo caminhão caíram em cima da passageira, que teve o abdômen rompido. As equipes de emergência encontraram o bebê em meio aos destroços e o socorreram até o Hospital Regional, em Pariquera-Açu, cidade vizinha à Cajati. Segundo o hospital, a menina já saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde estava internada por precaução devido ao trauma do parto, e foi levada a uma unidade de cuidados intensivos intermediários. Ela está saudável, passa bem e é muito tranquila.
A equipe médica chama a menina de Giovana. A família de Ingrid, porém, diz que a bebê deve ser batizada como Jenifer.


A equipe médica chama a menina de Giovana. A família de Ingrid, porém, diz que a bebê deve ser batizada como Jenifer
Já o motorista recebeu alta na sexta-feira (27) e, segundo a família, está em casa. A polícia informou que ele deu uma carona para a grávida em um posto em São José dos Pinhais, a cerca de 100 km de distância do local do acidente. Ele prefere não falar sobre o assunto por estar abalado emocionalmente. Aos médicos que prestaram o atendimento, ele disse que não conhecia a mulher. A empresa em que ele trabalha preferiu não se manifestar.



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