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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

PAPICU E ANTÔNIO BEZERRA Terminais têm noite de calmaria

O terminal do Papicu, o qual concentra a maior quantidade de passageiros de ônibus de Fortaleza, teve uma noite de terça normal ( Foto: Kléber A. Gonçalves )

Quem já está acostumado a esperar ônibus nos terminais de Fortaleza não pareceu estranhar a demora ou a rapidez com que os coletivos chegavam e saíam na noite de ontem. O Diário do Nordeste esteve em dois desses espaços públicos - Papicu e Antônio Bezerra - e observou tranquilidade e funcionamento normal para uma terça-feira. O diferencial, de acordo com alguns funcionários da empresa permissionária e agentes da Guarda Municipal de Fortaleza atuantes nos terminais visitados, seria a presença de mais policiais militares dentro desses locais. No Papicu, houve reforço no perímetro compreendido pelo equipamento e no seu interior, com pelo menos uma patrulha e três composições de motociclistas da Força Tática. No Antônio Bezerra, também houve incremento no policiamento ostensivo, porém, com a implantação de uma Base Móvel Comunitária - a qual dispunha de, pelo menos, quatro PMs. Conforme o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, "o transporte público está normalizado. Vai ser resolvido com tudo aquilo que a gente está investindo na Polícia cearense. De outubro do ano passado para cá são mais de quatro mil novos PMs nas ruas. Vamos continuar trabalhando neste foco", garantiu. O titular da SSPDS ainda acrescentou que o policiamento ostensivo foi reforçado em áreas estratégicas, como nos principais corredores onde circulam os coletivos. Segundo o gestor, os pontos foram escolhidos com o Sindiônibus, por se tratarem de locais potenciais alvos de incêndios. Os terminais estão incluídos nesse espectro.

Da mesma forma, os fiscais do sindicato das empresas de ônibus afirmaram que não houve redução na frota de nenhum aspecto, o que teria proporcionado agilidade no serviço dos usuários do transporte urbano.

Usuários

A estudante Dandara Medina, de 18 anos, não considerou haver algum movimento atípico no terminal do Papicu, especialmente após os dias de terror nos quais os passageiros de transporte público urbano passaram e as incertezas que os rodearam nesse período. "Eu achei muito tranquilo, passou no horário certo. Nesse que eu tô esperando, vieram todos dentro do horário, não demorou muito, veio tudo certinho", disse na fila do ônibus da linha Grande Circular 2.

A copeira Lúcia Rufino, 54, concorda em parte com a estudante. Para se deslocar até a Praia do Futuro, o Grande Circular 1 não chega com tanta rapidez. "Pra mim, tá tudo normal, apesar dessas coisas que estão acontecendo, o ônibus já é de costume demorar mesmo, pegando pra lá e pra cá", ressaltou.

Diario do Nordeste

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