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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Câmara concede licença para prefeito

A oposição alega que a licença beneficia o prefeito que, se for solto, pode reassumir ( Foto: Marcelino Júnior )

Santana do Acaraú. Preso desde o dia 4 de setembro, suspeito de assassinar o ex-funcionário Augusto Cesar do Nascimento, o prefeito de Santana do Acaraú, Marcelo Arcanjo (MDB), teve o pedido de licença concedido pela Câmara Municipal, nesta terça-feira (12), em sessão que lotou a sede do Legislativo. Com isso, o gestor pode voltar para o cargo, caso seja solto. A vice-prefeita Janderlicia Farias (PTB) tomou posse após juramento na Câmara.

No pedido, o prefeito alega motivos pessoais e solicita afastamento por 60 dias. Apesar de a maioria dos vereadores votarem contra a licença, sete no total, o pedido foi concedido porque eram necessários nove votos para negar a licença, segundo o regimento interno. Foram cinco votos a favor. O vereador Domingos Sávio (PV) destacou não se trata de "uma matéria qualquer". "Não é uma licença para passear, para tirar férias, por saúde, para problemas familiares. Infelizmente está preso. A gente concede a licença por 60 dias e, se ele for solto, pode assumir amanhã", criticou Domingos. "Nosso voto é contra a licença, é a favor da multidão que está aqui, da viúva e dos familiares do rapaz assassinado", afirmou.

A viúva de Augusto César, Regina de Araújo, destacou que a decisão foi um "absurdo" e que vai recorrer. "Para que essa licença, se ele não está doente, não fez cirurgia? Como um gestor que cometeu um homicídio pode voltar para gerir o Município?", questionou Regina, após o resultado da sessão.

O presidente da Câmara, Célio Carneiro, disse que todos os procedimentos estão de acordo com o regimento interno da Casa. "Por falta de legislação específica, o aplicamos por analogia. Cinco votaram a favor e precisava de nove para derrubar, segundo o artigo 105", relatou.

O crime aconteceu no dia 29 de agosto. Por volta das 18h30, Marcelo Arcanjo teria entrado na casa de Augusto César e disparado várias vezes contra o homem, na cabeça, e fugido. No dia 4 de setembro, ele se entregou na Delegacia Geral da Polícia Civil, em Fortaleza, e desde então está preso temporariamente. Segundo a Polícia Civil, o prefeito alegou que a vítima falava mal da gestão dele, depois que foi demitido da Prefeitura. (Com informações da TV Verdes Mares)

Diario do Nordeste

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