PROMOÇÃO

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Instituições de outros países oferecem peças para recompor acervo do Museu Nacional

Foto: Reprodução / TV Globo

A vice-diretora do Museu Nacional / UFRJ, Cristiana Serejo disse em entrevista ao Estadão que museus e instituições científicas do Brasil e de outros países estão oferecendo peças para ajudar a recompor o acervo da instituição, que foi quase que completamente destruído no incêndio que aconteceu neste domingo (3). 

Estão sendo requisitadas peças do próprio Museu Nacional que tinham sido cedidas a outras instituições, como um fóssil de baleia. De acordo com Cristina, a ajuda internacional seria o ponto de partida para a recuperação do museu. 

Algumas atividades de pesquisa já foram retomadas no Horto Florestal, dentro da própria Quinta da Boa Vista, local em que foram colocadas algumas coleções que foram poupadas, incluindo uma biblioteca de 500 mil exemplares, que reúne alguns exemplares raros. 

"Fizemos uma reunião com os funcionários hoje cedo e já estamos nos reorganizando nessa parte do Horto, que comporta mais gente e algumas coleções", explicou a vice-diretora Cristiana Serejo. "As pós-graduações estão sendo realocadas lá, o museu está se reorganizando para recuperar a pesquisa”. Cristina afirmou que as pesquisas, o ensino e a extensão serão mantidas. “Estamos vivos aqui no museu”, afirmou. 

Até agora poucas peças foram recuperadas dos escombros, como um quadro do Marechal Rondon, alguns meteoritos, dois vasos de cerâmica e fragmentos de fósseis humanos. A vice-diretora explicou também que uma empresa especializada deve ser contratada para ajudar no trabalho de arqueologia que deverá ser realizado para a busca de peças em meio aos destroços do incêndio. "É um trabalho de arqueologia, não é algo que possa ser feito com uma escavadeira", lembrou.

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