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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Polícia apura se medicação retida era da rede pública

Ao todo 25 mil medicamentos, de uso controlado e até de venda proibida, foram apreendidos pela Polícia Civil, na Feira da Parangaba

Uma investigação da equipe do 5ºDP (Parangaba) que resultou na prisão em flagrante de três pessoas da mesma família, suspeitas de venderem medicamentos com venda controlada, sem prescrição, na Feira da Parangaba. No local, os agentes identificaram quatro bancas que comercializavam remédios indiscriminadamente. Ao todo, 25 mil medicamentos foram apreendidos.

A operação foi consequência de diversas denúncias de moradores da região. De acordo com a inspetora do 5°DP, Daniele Barroso, dentre as apreensões estão até remédios de uso hospitalar, com venda proibida a pessoas físicas. "Isso configura crime de tráfico de drogas, além de denunciar uma prática de desvio em hospitais, ou postos de saúde", revela. Os suspeitos vão responder ainda pelo artigo 280 do Código Penal, que proíbe fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica.

Os suspeitos não revelaram como conseguiram o material, nem se atuavam em outros lugares. A principal suspeita da Polícia é que os remédios tenham sido desviados da rede pública de saúde.

A coordenadora do Centro de Informação sobre Medicamentos (CIM) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Miriam Parente, acredita que o desvio se dá de várias formas. "Remédios entram aqui de muitas maneiras. Podem ser de postos de saúde, mas também de fronteiras ilegais ou cargas roubadas. É preciso averiguar a origem".

Para Miriam, os erros sobre este problema podem ser listados por etapas. "Começa pelo ambiente em que estão expostos os medicamentos, sujeitos a calor, podendo ter suas composições químicas alteradas", explica. Miriam Parente avalia, ainda, que a importância do farmacêutico deve ser pontuada. "O profissional de farmácia é fundamental na orientação de uma medicação, o que o difere de um balconista".

Fonte:Diario do Nordeste

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