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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Polícia do Rio intercepta plano para matar deputado Marcelo Freixo no próximo sábado

Foto: Reprodução / Luke Garcia


A polícia interceptou, nesta quarta-feira (12), um plano de milicianos que pretendiam matar o deputado federal eleito Marcelo Freixo (Psol). O atentado ocorreria durante um evento em Campo Grande, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro. 

Os milicianos pretendiam matar Freixo na manhã deste sábado (15), quando o parlamentar se reuniria com militantes do Psol no sindicato de professores da rede particular da cidade e debater sobre a conjuntura política do país e do estado, atividade que foi divulgada em suas redes sociais. 

Marcelo Freixo presidiu há 10 anos, na Assembleia Legislativa do estado, a CPI das Milícias. Desde então, o deputado estadual passou a receber diversas ameaças de morte e a contar com proteção policial. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, no relatório final da comissão, ele pediu o indiciamento de mais de 200 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis e listou medidas a serem tomadas para enfrentar esses grupos.

Segundo a reportagem, por enquanto não há qualquer indício de relação do episódio com os assassinatos de Marielle Franco (Psol), que já foi assessora e era amiga de Freixo, e seu motorista Anderson Gomes. A região das ameaças, porém, é reduto de milícias, que segundo o secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, "com toda certeza" estão envolvidas na morte da vereadora.

Em resposta a tentativa de atentado "Milicianos continuam assassinando, ameaçando autoridades, tiranizando milhares de pessoas abandonadas pelo Estado nas regiões mais pobres do Rio", publicou o deputado em suas redes sociais nesta quinta (13) ao comentar a nova ameaça. "Freixo é deputado federal eleito. Por isso, não se trata apenas de uma ameaça pessoal, é mais do que isso. Trata-se de uma ameaça à democracia", escreveu.

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