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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Buscas são retomadas pelo 5º dia em Brumadinho

Operação de resgate foi retomada às 6h desta terça-feira (29). Número de mortos subiu para 65, e 279 continuam desaparecidas.


Buscas por vítimas entram no 5º dia em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Foram retomadas na manhã desta terça-feira (29) as buscas por possíveis sobreviventes e corpos de vítimas do rompimento de uma barragem da Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Até a noite de segunda-feira (29), havia 65 mortes confirmadas e 279 pessoas continuavam desaparecidas. Nenhuma vítima foi encontrada com vida no 4º dia de buscas, segundo o corpo de bombeiros.



Números da tragédia

65 mortos confirmados – 31 identificados (veja a lista)
279 desaparecidos (veja a lista)
192 resgatados (veja a lista)
386 localizados

As buscas neste 5º dia de trabalhos de resgate começaram pouco depois das 6h. Segundo o Corpo de Bombeiros, a operação desta terça-feira deve priorizar a área do que pode ser o refeitório onde almoçavam funcionários da Vale no momento da tragédia.

Bombeiros se preparam para operação de resgate — Foto: Reprodução/TV Globo

Com a lama cada vez mais sedimentada e menos fofa, as buscas ficam mais arriscadas. Para evitar que o corpo afunde, os bombeiros precisam rastejar. Veja as estratégias da equipe de resgate.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25). A lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo da empresa. Entre as vítimas, estão moradores e funcionários da Vale. As buscas estão sendo feitas por 120 bombeiros de Minas Gerais e 160 enviados de São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo e Goiás. Há outros 33 integrantes da Força Aérea Brasileira e 60 do Exército. Helicópteros são utilizados para resgatar os corpos. A tropa da ajuda oferecida por Israel se concentrou no vale de lama perto do local em que a barragem estourou. Um dos equipamentos israelenses é capaz de encontrar pessoas com vida a 30 metros de profundidade. Apesar de a lama dificultar a sobrevivência, os bombeiros não descartam a possibilidade encontrar pessoas com vida.


Por G1

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