terça-feira, 16 de abril de 2019

Suspeito em caso de helicóptero apreendido com 500 kg de cocaína é encontrado morto em motel em SP

Um dia depois de aeronave ser apreendida pela Polícia Federal, homem foi encontrado sozinho com um tiro na cabeça e uma pistola semiautomática na mão. Helicóptero transportava meia tonelada de cocaína.

Um homem suspeito de envolvimento com a quadrilha que transportava mais de meia tonelada de cocaína em um helicóptero apreendido no fim de semana foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (15) no quarto de um motel em Presidente Prudente (SP). Segundo a polícia, o homem foi encontrado com um ferimento de tiro na cabeça e com uma pistola semiautomática na mão. A arma estava carregada e tinha apenas um tiro disparado. A polícia apurou também que o homem entrou sozinho no quarto do motel.

As imagens das câmeras de segurança do motel ainda serão analisadas.


A Polícia Federal foi acionada para também ajudar nas investigações sobre o caso. De acordo com a PF, a suspeita é de que o homem encontrado morto no motel agia no abastecimento do helicóptero usado no transporte da droga e dirigia uma caminhonete no sábado (13), quando houve a apreensão da aeronave em um canavial em Presidente Prudente.

Canavial

A Polícia Federal apreendeu no sábado (13) um helicóptero avaliado em R$ 4 milhões carregado com meia tonelada de cocaína em Presidente Prudente. O dono da aeronave, a namorada de um traficante e o piloto, que inicialmente tinha fugido, foram presos. Uma outra pessoa fugiu e não foi localizada no sábado (13) e a suspeita é a de que tenha sido o homem encontrado morto no quarto de um motel na mesma cidade nesta segunda-feira (15).


O helicóptero estava em um canavial em Presidente Prudente. Veículos de luxo foram apreendidos na capital paulista, na mesma operação.

Segundo o chefe da delegacia da PF em Presidente Prudente, Daniel Coraça Júnior, a Operação Flying Low foi deflagrada com o objetivo de combater organização criminosa envolvida com tráfico de drogas realizado por vias aéreas. As investigações, que duraram cerca de um ano, contaram com "informações de outras forças policiais e de pessoas da região que viam as atividades estranhas", informou. A cocaína era transportada em um helicóptero. A organização criminosa fazia cerca de duas viagens por semana. Buscava a droga no Paraguai e a levava para o estado de São Paulo. De acordo com o delegado regional de investigação, Marcelo Ivo de Carvalho, os suspeitos foram "autuados em flagrante pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes e associação para o tráfico". Ele informou que o patrimônio do grupo envolvido totaliza aproximadamente R$ 20 milhões e que o transporte da cocaína era remunerado na proporção de 800 reais por quilo.


Como a aeronave, avaliada aproximadamente em R$ 4 milhões, não tem autonomia para o percurso todo, sempre fazia uma parada para reabastecimento em matagal ermo localizado na região de Presidente Prudente. O helicóptero usava um equipamento avaliado em R$ 1 milhão que permitia voos noturnos. A ação conta com o apoio da Polícia Militar. Vinte policiais federais participaram do trabalho, contando com o apoio aéreo do Comando de Aviação Operacional da PF (CAOP ) e da PM.

Também foram apreendidos armas, veículos e dinheiro em espécie.

O nome da operação significa “voando baixo” e refere-se ao modo como era feito o deslocamento aéreo.



Com informações do G1

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