quarta-feira, 1 de maio de 2019

Marido diz à polícia que 'grandes ondas' impediram resgate de Caroline

G1 teve acesso ao boletim de ocorrência registrado pelo empresário Jorge Sestini. Ela foi cremada na tarde desta terça-feira (30). Vítima caiu de lancha durante vendaval no litoral norte de SP.

Modelo Caroline BIttencourt caiu da lancha onde estava om o marido na tarde de domingo (28) — Foto: Reprodução/ Instagram

O relato feito pelo empresário Jorge Sistini à polícia, após a localização do corpo da esposa Caroline Bittencourt no mar, aponta que 'devido as grandes ondas' a modelo foi perdida de vista durante a tentativa frustrada de resgate durante o vendaval que o litoral norte de São Paulo.Caroline foi cremada na tarde desta terça-feira (30) em Embu das Artes (SP).

O G1 teve acesso ao boletim de ocorrência registrado por Jorge na segunda-feira (29), depois que o corpo foi encontrado perto da praia das Cigarras, em São Sebastião - a cerca de 4 quilômetros de onde ela tinha sido vista pela última vez.

O empresário, que ainda não deu entrevistas sobre o assunto, declarou à polícia que ele e a mulher navegavam pelo canal de Ilhabela, perto da marina Igarerecê, na altura do bairro Pontal da Cruz, em São Sebastião, quando 'em razão dos ventos fortes, a vítima veio a cair no mar'.


Essa versão desmente o boato que dá conta que ela teria pulado na água para resgatar um cachorro.


Jorge contou ainda à polícia que ficou no mar por cerca de duas horas, tentando achar a esposa, quando foi resgatado por uma lancha particular que o encontrou.

Vendaval que atingiu Ilhabela teve vento de até 123 km/h no domingo e agitou o mar — Foto: Vanessa Vantine/TV Vanguarda


Modelo Caroline Bittencourt é encontrada morta após cair no mar — Foto: Igor Estrella/G1

Inquérito

Um inquérito foi instaurado nesta terça-feira para investigar a morte da modelo. Jorge será chamado a prestar depoimento ao delegado. A data não foi definida ainda.

O delegado Wanderley Pagliarini, responsável pelo inquérito, já adiantou que considera que houve uma 'tragédia'.

"Nosso trabalho policial tem como foco avaliar se houve alguma irregularidade ou crime. Sabemos que o acontecimento se resume numa tragédia, mas o estado é responsável por apurar o que e como ocorreu efetivamente", disse.

Além de Jorge, outra testemunha também deve ser ouvida: o marinheiro Roberto Tenório, que salvou o empresário.


A Marinha também faz uma investigação paralela, no âmbito administrativo, e fez uma perícia na embarcação que levava o casal na manhã desta terça-feira. Nenhuma informação sobre o trabalho foi divulgada pela Capitania dos Portos de São Sebastião.

Por Arthur Costa, G1 Vale do Paraíba e região

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