Chuvas do início de 2019 no Ceará ajudam a expandir área sem seca relativa, aponta estudo

Apesar do aumento, a situação dos açudes ainda é crítica. O Castanhão, principal reservatório do Estado, está com apenas 3,57% da sua capacidade total.


Conforme o Monitor de Secas, a área com a situação mais grave está localizada mais ao sul do Ceará — Foto: Monitor de Secas Nordeste

As chuvas do começo do ano contribuíram para o aumento da área sem seca relativa no Ceará. Segundo o mais recente estudo do Monitor de Secas Nordeste a área cresceu 42% de janeiro para fevereiro deste ano. A área não afetada era de 42,03% em janeiro passando para 59,71% em fevereiro. Além disso, o nível mais grave da estiagem – seca excepcional – manteve-se sem variação.

Em janeiro, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as precipitações no Ceará, como um todo, ficaram 10,1% acima da média e, em fevereiro, 46,1%. Em ambos os períodos, as macrorregiões mais beneficiadas foram o Maciço de Baturité e os litorais de Fortaleza e Norte.

Conforme o Monitor de Secas, o Sul do estado é a área com a situação mais grave, sendo a única macrorregião que apresentou chuvas abaixo da média histórica nos dois primeiros meses do ano, com -25,7% e -31,7% em janeiro e fevereiro, respectivamente.

Açudes em situação crítica

Apesar dos números apresentados pelo mapa mais recente de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Nordeste e em Minas Gerais, dos 155 açudes do Ceará monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), 95 estão com volume abaixo dos 30%. O Castanhão, principal reservatório do Estado, está com apenas 3,57% da sua capacidade total. Já o Orós, segundo maior açude do estado, tem 5,28% do volume máximo.

A criação do Açude Castanhão propiciou muitos benefícios para a população cearense — Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará

Chuvas de março em torno do normal

O prognóstico mais recente da Funceme para o período chuvoso de março a maio de 2019 indicou 40% de probabilidade de chuvas em torno da normal climatológica, 35% para a categoria abaixo da média e 25% acima dela.

Porém, os desvios percentuais no centro-norte do Estado, principalmente na faixa litorânea, tendem a ser maiores do que os observados no centro-sul.

Por G1 CE

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