COM CHEIA DE RIOS E AÇUDES - Ceará já registra 12 mortes por afogamento em 2019


Ponte sobre o rio Jaguaribe em Iguatu


No sertão cearense, rios cheios e açudes sangrando atraem milhares de pessoas. Muitos, porém, não se contentam apenas em apreciar a nova paisagem formada pelas intensas chuvas. O banho, nestes casos, é perigoso e pode se tornar fatal. O aumento do volume das águas é proporcional ao acréscimo do número de vítimas por afogamento. Nos primeiros 100 dias deste ano, foram registrados, pelo menos, 12 mortes no Estado. Deste total, quatro ocorreram em açudes públicos e particulares em municípios da região Centro-Sul. A mesma quantidade de óbitos que fora registrada durante todo o ano passado na região.
As duas últimas mortes, no Centro-Sul, aconteceram no início desta semana. O Corpo de Bombeiros de Iguatu encontrou dois homens que morreram afogados nas águas do Jaguaribe. Eles tinham 42 anos – Risadinha e Aurilo - e foram achados a quase 1 Km de distância de onde tinham sido arrastados pela correnteza.
No último fim de semana, três pessoas morreram afogadas. Na cidade de Miraíma, o corpo de um homem de 40 anos foi encontrado boiando no açude do Município. Em Aracati, um homem de 26 anos se afogou próximo à Praia de Parajuru. E, em Palhano, um jovem de 18 anos morreu ao pular de uma ponte e bater a cabeça em pedras, num rio que corta a cidade.
Já no início do mês, dois homens morreram depois de o carro onde estavam ser arrastado durante a travessia de uma passagem molhada sobre o riacho Altamira, na divisa do Ceará com o Piauí.


Alerta - O comandante do 4º Grupamento de Bombeiros da 1ª Seção de Combates a Incêndios de Iguatu, tenente-coronel Nijair Araújo, chamou a atenção dos pais de crianças e adolescentes e dos adultos para evitar pulos do alto das pontes e de paredes de reservatórios, além de travessias longas. "Não sabemos o que temos embaixo da água, pode haver galhos ou outros objetos. Geralmente, os que morrem afogado sabiam nadar, mas não estavam com bom condicionamento físico e não conseguiram concluir a travessia".
Nijair Araújo disse que os policiais militares e os bombeiros não têm como fiscalizar 24 horas todos os dias os locais que atraem banhistas. O comandante dos Bombeiros também orientou que as pessoas despreparadas não tentem socorrer diretamente a pessoa, corpo a corpo, que está se afogando. "Em vez de um óbito, podemos ter dois". As chuvas atraem banhistas para momentos de lazer nos fins de semana. Há mistura de bebidas alcoólicas, comidas e relaxamento com os cuidados com as crianças e adolescentes.


Pinheirinho

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