“Estou abalada, cheia de hematomas”, desabafa a garota de programa, afastada das ruas desde então

A travesti Fabrícia de Oliveira (37) foi agredida por um homem, enquanto fazia programa nas ruas de Iguatu, 380 km de Fortaleza. A situação aconteceu durante o último fim de semana, mas se tornou público após um vídeo mostrando a violência, ser divulgado em grupos e redes sociais.

“Estou abalada, cheia de hematomas”, conta Fabrícia, que trabalha como garota de programa desde os 18 anos. A vítima relata que já tinha se relacionado com o suspeito em outras ocasiões, mas o programa sempre acontecia em motéis. “Ele estava um pouco estranho, não quis ir pra motel dessa vez. Eu confiei, afinal já tinha saído com ele antes. Mas ele não quis me pagar e me agrediu”, relata.

A travesti diz que pegou a chave do carro do homem e só iria devolver até o pagamento do programa ser feito. A situação foi flagrada por uma mulher que passava na rua. Com a aproximação, o agressor se distanciou da vítima. “Estou abalada, cheia de hematomas”, desabafa a garota de programa, afastada das ruas desde então. Durante a semana, ela procurou a delegacia do município, onde registrou um boletim de ocorrência. A situação também é acompanhada pela Comissão de Diversidade Sexual da OAB, em Iguatu.

O suspeito deve ser intimado para prestar depoimento, mas a vítima não confia que o caso terá um desfecho. “Sempre dizem que a travesti está errada, mas a gente não procura ninguém, a gente é procurada”, desabafa.

 Iguatu.Net