Justiça local suspeita que os fugitivos sejam ligados ao PCC. Também houve fuga em presídio do Paraguai

 Governo do Acre pede ajuda para apurar fuga de detentos
Foto: Lenilda Cavalcante


A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre solicitou auxílio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para investigar a fuga de quase 30 detentos do presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, capital acreana. Os homens fizeram um buraco na parede de uma cela e confeccionaram cordas com lençóis para fugir.

Há a suspeita que os fugitivos sejam ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país. O governo do Acre afirmou que, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Exército Brasileiro, mandou reforçar as barreiras policiais na capital.


Agora, o objetivo é avaliar as circunstâncias de fuga dos detentos. Serão realizadas fiscalizações em aeroportos, revistas em presídios e investigações no âmbito administrativo para saber se há autoridades envolvidas no caso.
Paraguai

Também houve fuga em um presídio de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. 73 pessoas deixaram a prisão. Entre elas também pode haver membros do PCC.


O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou o bloqueio da fronteira entre o Brasil e o Paraguai, que implica no reforço do policiamento em Ponta Porã-MS, cidade que faz fronteira com o vizinho paraguaio.


Um dos fugitivos, segundo o governo paraguaio, é David Timóteo Ferreira, considerado o líder do PCC dentro do sistema penitenciário do Paraguai. Outros seis são tidos como matadores de aluguel ligados ao tráfico.



Por Willian Matos