Com o fim da greve dos policiais militares no Ceará, que durou 13 dias, o presidente Jair Bolsonaro antecipou para esta quarta-feira (04), o fim da ação das Forças Armadas na área de segurança do estado. A operação de garantia da lei e da ordem (GLO) tinha previsão para encerrar nesta sexta (6).


Bolsonaro autorizou a GLO no dia 20 de fevereiro, após pedido do governador do Ceará, Camilo Santana (PT). Na semana passada, também a pedido do governador, o presidente decidiu prorrogar por mais uma semana a GLO. Mas com a volta dos policiais militares ao trabalho, Bolsonaro decidiu antecipar a saída das Forças Armadas.


O Estado enfrentou uma crise na segurança pública, motivada pelo motim de policiais militares do estado. A categoria se dizia insatisfeita com a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo local.
Mortes

Até o último dia 25, quando a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social parou de divulgar o número de mortes violentas, ao menos 175 pessoas tinham sido assassinadas, entre 18 e 25 de fevereiro, em todo o estado – com a maior quantidade de ocorrências concentrada às vésperas da chegada dos militares mobilizados com a GLO e dos agentes da Força Nacional de Segurança Pública, deslocada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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