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A Polícia Civil de São Paulo prendeu neste sábado (11) dez suspeitos de integrar quadrilha que roubou cerca de 15 mil testes para o novo coronavírus e 2 milhões de máscaras do Aeroporto Internacional de Guarulhos na última segunda-feira (6).

Um policial se passou por um interessado em comprar os testes e negociou os produtos por R$ 3 milhões. Assim, os agentes conseguiram chegar ao galpão no bairro do Ipiranga, zona sul da capital paulista, onde os criminosos guardavam os materiais, segundo Osvaldo Nico, diretor do Dope (Departamento de Operações Especiais e Estratégicos).

Os itens foram apreendidos e ainda não há informações sobre quem são os suspeitos.

DESVIO DE HOSPITAL E FÁBRICAS CLANDESTINAS

Outra dez pessoas já haviam sido presas pela polícia por envolvimento no desvio de insumos hospitalares para revenda, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), sob gestão do governador João Doria (PSDB).

As detenções aconteceram entre o dia 30 de março e esta quarta-feira (8), quando foi finalizada a megaoperação "Salvis Salutem".

As investigações tiveram início no mês passado, a partir de um registro de furto feito pelo Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste da cidade.

Além dos presos, que responderão por furto, receptação e associação criminosa, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Foram encontrados produtos cirúrgicos e farmacêuticos, como máscaras, substâncias para higienização e álcool em gel, além de veículos, computadores e DVR's.

Desde o início da pandemia de coronavírus, a polícia já identificou e prendeu ao menos dois suspeitos de vender álcool em gel clandestino e fechou uma fábrica que produzia o produto de forma irregular.

A fábrica clandestina de álcool em gel ficava no bairro de São Mateus, na zona leste. A equipe do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) foi ao endereço no dia 25 de março, após uma denúncia anônima. Um homem foi surpreendido saindo do local.

No imóvel os agentes encontraram um galão com etanol, potes de gel para cabelo, embalagens, etiquetas, mangueiras, bombas de borrifação, além de um tonel e outros equipamentos utilizados para a produção do produto.

O suspeito foi preso em flagrante por crime contra a saúde pública.

Um professor de 35 anos também foi preso no dia 31 de março, acusado de comercializar álcool em gel, supostamente falsificado, em Diadema, na região metropolitana de São Paulo.

Com ele, foram encontrados oito galões de álcool em gel. O comerciante informou aos policiais que teria comprado os produtos de uma pessoa que pertencia a uma empresa, na mesma cidade.

No endereço da empresa, os policiais encontraram uma residência, onde funcionava uma fábrica, sem autorização dos órgãos de vigilância sanitária e prefeitura, fabricando álcool em gel clandestinamente.

Por lá, foram apreendidos dois galões com de 5 litros cada e 465 frascos de 60 ml. Todos os recipientes estavam com álcool gel, sendo que os menores estavam, inclusive, etiquetados. Também foram recolhidos 34 rolos de etiquetas diversas.

O responsável pelo local informou que comprou os produtos de um conhecido e que estava revendendo, mas não apresentou as notas fiscais de todos os produtos. Ele foi preso em flagrante e as substâncias foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística para perícia.

O caso foi registrado como falsificação ou adulteração de produtos medicinais/terapêuticos e crime contra a ordem tributária.

O outro caso foi em Osasco, também na região metropolitana. Um empresário de 35 anos foi preso no dia 3 abril, por ser responsável por uma empresa que mantinha a produção de vários itens de forma ilegal, já que não detém licença para a produção.

O imóvel foi interditado pelas equipes municipais, além de duas lojas vendedoras dos produtos, todas de propriedade do empresário.

Durante a ação, foram apreendidos uma máquina de misturar tinta, dez galões com produto químico (aparentemente ácido), um rolo de rótulos de embalagens, diversas embalagens com produto de limpeza, três pacotes com diversas tampas e 39 frascos transparentes com álcool sem marca aparente, além de um galão e frascos vazios.

O responsável pelo local responderá por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, crime contra as relações de consumo, omitir dizeres ou sinais sobre a nocividade ou periculosidade e produzir substância tóxica.


por Thaiza Pauluze | Folhapress