Ceará termina o mês de abril com 445 pessoas assassinadas
As mortes violentas nas ruas da Grande Fortaleza assustam a população e desafiam as autoridades

O mês de abril de 2020 terminou de foram negativa para a Segurança Pública do Ceará. No período de apenas 30 dias, o estado registrou, nada menos, que 445 assassinatos. Nesta estatística estão incluídos os crimes de homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), feminicídio, lesão corporal seguida de morte e os óbitos resultantes de intervenção policial. Em comparação a abril do ano passado, o Ceará sofreu uma elevação de 108.9 por cento, o que significa que mais do que duplicaram as execuções sumárias.


Somente na Grande Fortaleza, 283 pessoas foram mortas em abril, sendo 141 na Capital e outras 142 nos municípios integrantes da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Em Caucaia, 32 homicídios foram registrados pelas autoridades policiais. Municípios como Cascavel, Maranguape e Maracanaú também apresentaram alta nos índices criminais em abril.


No Interior do estado, outras 162 pessoas foram assassinadas no mês passado, sendo 95 em municípios da região Sul e mais 67 na região Norte. Nas regiões do Vale do Jaguaribe e do Cariri foi também constato um aumento contundente no número de assassinatos. Municípios como Tabuleiro do Norte e Limoeiro do Norte foram palcos de homicídios em sequência.

Também aumentaram os casos de homicídios múltiplos, aqueles em que há mais de uma vítima. Em abril, o Ceará registrou 28 casos de duplos homicídios, seis triplos homicídios além de um episódio de morte por intervenção policial que deixou quatro mortos no Município de Icapuí, no litoral Leste do estado (a 200Km de Fortaleza).


Entre as 445 pessoas assassinadas no estado em abril, figuraram 26 mulheres, 28 adolescentes, dois agentes da Segurança Pública (um PM e um guarda municipal), quatro motoristas de aplicativos, além de uma criança (de 11 anos).

Em abril também foram registrados no Ceará oito crime de latrocínio, além de quatro casos de esquartejamento e decapitação.

Por : Fernando Ribeiro
CN7